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IGP-M e o impacto nos contratos de compra e aluguel

O IGP-M é um dos principais índices utilizados para reajustes de aluguéis, impactando diretamente locatários e proprietários. No entanto, suas oscilações têm levado muitos a buscar alternativas mais estáveis, como o IPCA ou reajustes fixos. Entenda como esses índices influenciam o mercado e quais opções podem ser mais vantajosas para você.

17 de fevereiro, 2025

O mercado imobiliário no Brasil é influenciado por diversos índices econômicos, e um dos mais importantes para locatários e proprietários é o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Ele é utilizado como referência para reajustes de aluguéis e contratos de compra, impactando diretamente os custos e a valorização dos imóveis. Neste artigo, se busca esclarecer como esse índice funciona e quais são suas alternativas.

O IGP-M é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e reflete a variação dos preços em diversos setores da economia. Ele é composto por três subíndices:

- IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo) – Representa a maior parte do IGP-M e mede a variação dos preços no setor produtivo.

- IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor) – Reflete o impacto da inflação no consumo das famílias.

- INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) – Mede as variações nos custos da construção civil.

No mercado imobiliário, o IGP-M é tradicionalmente utilizado como base para reajustes de aluguéis. Em períodos de alta inflação, ele pode causar aumentos significativos no valor dos contratos, impactando tanto locatários quanto proprietários.

Diante das oscilações do IGP-M, muitos locatários e proprietários têm buscado alternativas para evitar aumentos excessivos nos aluguéis. Algumas estratégias incluem:

- Revisão contratual – Proprietários e inquilinos podem renegociar os termos de reajuste, buscando índices menos voláteis.

- Uso de outros índices – Algumas negociações têm adotado o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que geralmente apresenta variações mais estáveis.

- Acordos de reajuste fixo – Em vez de seguir um índice, algumas partes optam por reajustes predefinidos, garantindo previsibilidade financeira.

Embora o IGP-M seja amplamente utilizado, outras métricas podem ser adotadas em contratos imobiliários, como:

- IPCA – Índice oficial da inflação no Brasil, calculado pelo IBGE.

- INCC – Específico para o setor da construção civil, muito usado em contratos de imóveis na planta.

- Reajuste fixo – Um percentual previamente acordado entre as partes.

O impacto do IGP-M nos contratos imobiliários pode ser significativo, mas existem alternativas para evitar reajustes excessivos. Seja para alugar ou comprar um imóvel, é essencial analisar o cenário econômico, entender os índices utilizados e, sempre que possível, negociar os termos do contrato.

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